Chamada para Comissão de Ação em Arte (Action Art Commission) 2017-2019

O programa de chamadas para o comissionamento de Ação em Arte (Action Art Commission) foi estabelecido pela Art+Feminism em 2017.

Os artistas são selecionados para criar um trabalho artístico licenciado pela Creative Commons que os organizadores do evento podem usar para promover seus eventos. Nosso objetivo é tanto destacar o trabalho dos artistas contemporâneos quanto expandir o conjunto de imagens disponíveis que representam o projeto.

2019

Ashkaamne (herança matrilinear) (2019) de Wendy Red Star retrata a artista e sua filha, Beatrice Red Star Fletcher, reclinada em camisas listradas e cobertores a condizer, com as palavras, “Apsáalooke feminist”, repetidas no fundo. A herança de Apsáalooke é baseada na descendência matrilinear, traçando filiação junto com a linha mãe-filha; a imagem representa uma linhagem, o empoderamento feminino, e a próxima geração.

Sobre o Artista

Criada na reserva Apsáalooke (Crow) em Montana, Wendy Red Star trabalha através de disciplinas para explorar as interseções das ideologias nativas americanas e das estruturas colonialistas. Ávida pesquisadora de arquivos e narrativas históricas, a Red Star  procura incorporar e reformular suas pesquisas, oferecendo novas e inesperadas perspectivas, juntamente com a criação de um fórum para a expressão das vozes das mulheres nativas na arte contemporânea. A artista é Bacharel em Belas Artes pela Universidade Estadual de Montana, Bozeman e Mestre em Belas Artes pela Universidade da Califórnia, Los Angeles. Ela já expôs nacional e internacionalmente, em locais como Hood Museum of Art na Dartmouth College, Hanover; Metropolitan Museum of Art, Nova York; e Fondation Cartier pour l’art contemporain, Paris. Red Star foi a ganhadora do Prêmio Louis Comfort Tiffany de 2017 e de uma Bolsa de Pesquisa Artística do Smithsonian em 2018. Ela deu inúmeras palestras em instituições como Banff Centre; National Gallery of Victoria, Melbourne; Yale University, New Haven; e California Institute of the Arts, Valencia. O Museu de Newark acolheu a primeira exposição retrospectiva da carreira de Red Star no final deste ano. Ela vive e trabalha em Portland, Oregon.

2018

Rage/Sorrow (2018) por Tuesday Smillie é um GIF animado. O texto “RAGE” aparece grande, preenchendo o formato quadrado da esquerda para a direita. O texto “RAGE” é rapidamente obscurecido por uma cascata de retângulos e o texto “SORROW”, repetido em uma fonte menor. Rage/Sorrow, um trabalho digital, sugere o papel da tecnologia e da internet no fomento e exacerbação das divisões sociais pré-existentes. O loop infinito do GIF imita um ciclo de raiva e angústia produzido pelo fluxo constante de notícias horripilantes.

Sobre o Artista

No centro do trabalho de Tuesday Smillie está uma questão sobre o indivíduo e o grupo: o binário de inclusão e exclusão e a membrana porosa entre os dois. Smillie é bacharel em Belas Artes pela Faculdade de Arte e Artesanato de Oregon. Recentemente, ela expôs no Artist Space, Nova Yorque; New Museum, Nova Yorque; Participant Inc, Nova Yorque; o Museu de Arte Rubin; e Rose Art Museum na Universidade Brandeis, Waltham. Smillie recebeu a Bolsa Artística 2014 de Art Matters, Nova Yorque e o Prêmio Ruth Ann e Nathan Perlmutter Artist-in-Residence do Rose Art Museum, 2018-19. Em 2014, ela foi nomeada a primeira Artista Residente pelo Museum of Transgender  Hirstory and Art. Seu trabalho foi apresentado na Artforum; no jornal Boston Globe; e na revista New York Magazine, e ela deu palestras na Cornell University, Ithaca e no Whitney Museum of American Art, New York. Smillie vive e trabalha em Nova York.

2017

Divya Mehra foi a selecionada para a comissão inaugural. A prática de pesquisa da Mehra explora as identidades diaspóricas, a racialização, a alteridade e a construção da diversidade. Dangerous Women (Blaze of Glory), 2017 retrata um galão de combustível com a palavra “editar” gravado na face do recipiente. Com um senso de humor seco e perturbador, o trabalho sugere uma fonte de energia inexplorada e a necessidade de uma mudança revigorante.

Sobre a Artista Trabalhando em escultura, impressão, desenho, livros de artista, instalação, publicidade, vídeo e, mais recentemente, filme, Divya Mehra é conhecida por sua meticulosa atenção à interação entre forma,  meio e lugarl. Através de um tom ácido, ela aborda os efeitos a longo prazo da colonização e do racismo institucional. Re-contextualizando referências encontradas no hip hop, literatura e assuntos atuais, ela contempla expressões contemporâneas de sociedades (Índia, América, Canadá) continuamente formadas por suas raízes coloniais. O trabalho de Mehra foi incluído em várias exposições e exibições de filme, notadamente com Creative Time, MoMA PS1, MTV e The Queens Museum of Art (Nova York), MASS MoCA (North Adams), Artspeak (Vancouver), The Images Festival (Toronto), The Beijing 798 Biennale (Beijing), Bielefelder Kunstverein (Bielefeld), e Latitude 28 (Delhi). Mehra possui um MFA da Universidade de Columbia e é representada em Toronto por Georgia Scherman Projects. Ela divide atualmente seu tempo entre Winnipeg, Delhi e Nova York.